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Pare de "engolir sapos"! Aprenda a dizer NÃO

Data da publicação: 27/11/2019

Quantas vezes você diz sim querendo dizer não? Quantas vezes você faz coisas que não quer fazer apenas para agradar alguém, ser uma pessoa legal ou evitar um conflito? Você vive fazendo tudo para todo mundo, passando por cima dos seus desejos e necessidades? Acredita que se disser não será abandonado, rejeitado, as pessoas não vão mais gostar de você? Tem dificuldade de dizer não para si mesmo, de lidar com suas frustrações? 

 

Se você vive assim, engolindo sapos, logo vai perceber que se não aprender a estabelecer limites nas suas relações estará se afundado em um brejo de mal-estar, solidão, ressentimento, culpa, estresse, raiva. Quando não aprendemos  a dizer não, vivemos remoendo o que passou, insatisfeitos conosco mesmos e com os outros. Culpamos os outros por não perceberem o que precisamos, o que queremos. Achamos que o outro deveria perceber e fazer como gostaríamos ou como faríamos naquela mesma situação. Quando não aprendemos a dizer não vivemos frustrados e infelizes. 


Como aprender a dizer não?

Os limites são como uma cerca, uma linha, que define qual é o nosso espaço e qual é o do outro. Eles servem para nos proteger. Para isso...

 

  • Conheça o seu território

É preciso primeiramente conhecer onde começam e onde terminam as nossas divisas, nossas vontades, desejos, capacidades, gostos. É preciso saber o que é nosso e o que é do outro. Precisamos estar dispostos a olhar, a prestar atenção. Veremos que alguns territórios não são para nós e que outros sempre foram nossos. Só precisamos tomar posse. Precisamos entender qual é o nosso espaço e ficar à vontade com ele. Precisamos conhecer o espaço do outro e respeitá-lo.


  • Pare de se sabotar

Para isso você precisará saber por quais emoções é dominado. O que paralisa você e faz com que você diga sim quando quer dizer não? Em quais situações e para quais pessoas é mais difícil dizer não? Como essas situações e pessoas se relacionam com as crenças e valores que você traz desde a infância?


  • Acredite, você tem permissão! 

Precisamos acreditar que temos direito a felicidade, a bem-estar, a espaço, que temos direito de ter vontades e desejos e isso não significa necessariamente sermos egoístas. Dar-nos permissão é beber de uma dose de saudável egoísmo!


  • Seja coerente

Colocar limites implica ser coerentes conosco mesmos: dizer sim quando queremos dizer sim ou quando esse sim, não nos fere. Significa também dizer não em primeiro lugar para nós mesmos. Por exemplo, para aquilo que nos agride (comer demais, dormir de menos, deixar de fazer atividade física e tantas outras permissões nocivas) Se não formos capazes de dizer não para nós mesmos, não seremos capazes de dizer não para os outros.


  • Comunique-se

 Não é suficiente simplesmente decidir quais são os nossos limites. É preciso comunicá-los aos outros. E essa comunicação precisa ser verbal e não verbal. Precisamos falar e demonstrar quais são os nossos limites.  Afinal, ninguém tem bola de cristal para ler os nossos pensamentos e saber o que queremos.

 

Quando fazemos algo só para agradar ou para evitar uma briga estamos sendo desonestos conosco mesmos e com os outros . Estamos tirando de nós e dos outros a oportunidade de aprender com a frustração, com o conflito, quem sabe aprender a dialogar. 


Os limites garantem segurança para ambos os lados. Ao estabelecer limites passamos a dizer mais sim para nós mesmos.  Sim eu mereço tempo, sim eu mereço espaço, sim eu mereço respeito, sim eu mereço ser verdadeiro comigo e com os outros. Quando dizemos  não para as coisas que não temos energia ou vontade de fazer, liberamos espaço para nos focar no que realmente desejamos. Aprendendo a conhecer e respeitar nosso espaço e o nosso limite seremos capazes de conhecer e respeitar o dos outros. Construiremos relações mais verdadeiras e harmoniosas. Conseguiremos fazer por nós mesmos o que vivemos pedindo, exigindo que o outro ou o mundo faça. 


Publicado por:

Teo

Formação Acadêmica: Fundação Santo André FAFIL

Teo

27/11/2019

Pare de "engolir sapos"! Aprenda a dizer NÃO

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Quantas vezes você diz sim querendo dizer não? Quantas vezes você faz coisas que não quer fazer apenas para agradar alguém, ser uma pessoa legal ou evitar um conflito? Você vive fazendo tudo para todo mundo, passando por cima dos seus desejos e necessidades? Acredita que se disser não será abandonado, rejeitado, as pessoas não vão mais gostar de você? Tem dificuldade de dizer não para si mesmo, de lidar com suas frustrações? 

 

Se você vive assim, engolindo sapos, logo vai perceber que se não aprender a estabelecer limites nas suas relações estará se afundado em um brejo de mal-estar, solidão, ressentimento, culpa, estresse, raiva. Quando não aprendemos  a dizer não, vivemos remoendo o que passou, insatisfeitos conosco mesmos e com os outros. Culpamos os outros por não perceberem o que precisamos, o que queremos. Achamos que o outro deveria perceber e fazer como gostaríamos ou como faríamos naquela mesma situação. Quando não aprendemos a dizer não vivemos frustrados e infelizes. 


Como aprender a dizer não?

Os limites são como uma cerca, uma linha, que define qual é o nosso espaço e qual é o do outro. Eles servem para nos proteger. Para isso...

 

  • Conheça o seu território

É preciso primeiramente conhecer onde começam e onde terminam as nossas divisas, nossas vontades, desejos, capacidades, gostos. É preciso saber o que é nosso e o que é do outro. Precisamos estar dispostos a olhar, a prestar atenção. Veremos que alguns territórios não são para nós e que outros sempre foram nossos. Só precisamos tomar posse. Precisamos entender qual é o nosso espaço e ficar à vontade com ele. Precisamos conhecer o espaço do outro e respeitá-lo.


  • Pare de se sabotar

Para isso você precisará saber por quais emoções é dominado. O que paralisa você e faz com que você diga sim quando quer dizer não? Em quais situações e para quais pessoas é mais difícil dizer não? Como essas situações e pessoas se relacionam com as crenças e valores que você traz desde a infância?


  • Acredite, você tem permissão! 

Precisamos acreditar que temos direito a felicidade, a bem-estar, a espaço, que temos direito de ter vontades e desejos e isso não significa necessariamente sermos egoístas. Dar-nos permissão é beber de uma dose de saudável egoísmo!


  • Seja coerente

Colocar limites implica ser coerentes conosco mesmos: dizer sim quando queremos dizer sim ou quando esse sim, não nos fere. Significa também dizer não em primeiro lugar para nós mesmos. Por exemplo, para aquilo que nos agride (comer demais, dormir de menos, deixar de fazer atividade física e tantas outras permissões nocivas) Se não formos capazes de dizer não para nós mesmos, não seremos capazes de dizer não para os outros.


  • Comunique-se

 Não é suficiente simplesmente decidir quais são os nossos limites. É preciso comunicá-los aos outros. E essa comunicação precisa ser verbal e não verbal. Precisamos falar e demonstrar quais são os nossos limites.  Afinal, ninguém tem bola de cristal para ler os nossos pensamentos e saber o que queremos.

 

Quando fazemos algo só para agradar ou para evitar uma briga estamos sendo desonestos conosco mesmos e com os outros . Estamos tirando de nós e dos outros a oportunidade de aprender com a frustração, com o conflito, quem sabe aprender a dialogar. 


Os limites garantem segurança para ambos os lados. Ao estabelecer limites passamos a dizer mais sim para nós mesmos.  Sim eu mereço tempo, sim eu mereço espaço, sim eu mereço respeito, sim eu mereço ser verdadeiro comigo e com os outros. Quando dizemos  não para as coisas que não temos energia ou vontade de fazer, liberamos espaço para nos focar no que realmente desejamos. Aprendendo a conhecer e respeitar nosso espaço e o nosso limite seremos capazes de conhecer e respeitar o dos outros. Construiremos relações mais verdadeiras e harmoniosas. Conseguiremos fazer por nós mesmos o que vivemos pedindo, exigindo que o outro ou o mundo faça. 


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